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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Oscar De La Renta e as Vanguardas

Referências como o Grande Gatsby, O Artista e Meia noite em Paris são referências bem fiéis aos anos 20, as roupas tinham cintura solta, baixa a silhueta não era marcada. Como nunca visto antes, os anos 20 deixaram os corpos femininos à mostra. Graças à fotografia, a moda se espalhou com mais facildade e rapidez.

Existem muitas coleções, editoriais e demais documentos midiáticos que são inspirados nesta época e também em tendências, como as franjas e os grafismos do Art Deco que, diferentemente do Art Noveau é composto por formas mais retilíneas.

O desfile de Oscar de la Renta em sua coleção Resort 2012 apresentado em Nova York, mostra muitas peças inspiradas nas obras cubistas do grande artista Pablo Picasso e os demais artistas. 

Sua representação sobre as vanguardas é subjetiva. Se olharmos com atenção, a coleção apresenta cores sólidas, assim como as estruturas dos tecidos, cores fortes. Apresenta formas mais geométricas, cortes mais retos e secos, o desfile conta com peças com estampas abstratas, tanto centralizadas, como dando a impressão de movimento, assim como os movimentos vanguardistas. Os contrastes também são visíveis! Até mesmo as modelagens e os recortes das roupas dão a impressão de um tema abstrato.



Confira o vídeo na íntegra!

domingo, 23 de novembro de 2014

Introduzindo: Belle Epoque (Era Eduardiana)

A Era Eduardiana sucedeu a Era Vitoriana, tempo esse em que Inglaterra e França estavam em eferevescência culturaç, conhecida como Belle Epoque. A única diferença que havia entre Era Eduardiana e Belle Epoque é porque a primeira aconteceu na França e a segunda, na Inglaterra. Esses dois países na época eram potências lançadoras de modas, copiada pelos demais países, principalmente os do ocidente.

Por que Era Eduardiana? O rei Eduardo VII (filho da Rainha Vitória) assume o trono em 1901 e é bem conhecido pelos seus exageros e abundâncias, inclusive suas inúmeras amantes. Seu reinado então foi marcado por todas estas extravagâncias.

O rei preferia mulheres mais maduras e que dominavam, então evidenciou a moda da silhueta em "S", que consistia um espartilho mais longo que forçava o corpo a ficar ereto e empurrava o busto pra frente e o quadril pra trás. Foi considerada uma peça muito "saudável" pelos médicos do que o corset que dava a forma de ampulheta.


A moda da época era ter cerca de 40cm de circunferência de cintura. De dia, as roupas costumavam cobrir todo o corpo menos o rosto. Na noite, eram permitidos vestidos que tinham decotes que mostravam o colo e os ombros. O exagero estava nos volumes, penas, rendas e pérolas, babados, plissados, bordados, lantejoulas, rufos e outros ornamentos. 

Usados com coques, os chapéus eram excessivamente adornados com penas, babados e flores artificiais.


Botas e meias-calças de renda eram utilizadas quase sempre para esconder as pernas.

Nessa época, por volta de 1908 a silhueta mudou. Nem o quadril, nem o busto eram tão salientados e a opção por vestidos estilo império para serem colocados atrás dos espartilhos começou a ser uma opção bem utilizada. 


Surgiram também roupas nos estilos sportswear e a adoção de roupas masculinizadas, como conjutos de tailleur e saia mais reta. Em 1910 houve uma mudança radical e os estilistas como Chanel, Paul Poiret e Madeleine Vionnet foram os responsáveis por tais mudanças. As saias passaram a ser mais justas e afunilar tanto que cada passo feminino media aproximadamente de 5 à 8 cm. A renda deixou de ser um adorno e foi substituída por botões. 


Em 1913 as golas não chegavam mais até as orelhas, havia decotes em V que os médicos diziam que fazia mal para a saúde. 

Em 1914, sobre a saia comprida e justa passou a usar-se outra saia, logo abaixo dos joelhos como parecendo uma túnica. 

Logo a Primeira Guerra Mundial chegou e não se era mais permitido extravagâncias. As roupas deveriam ser práticas, com tecidos baratos e duráveis, as mulheres começaram a trabalhar, usar uniformes e as roupas passaram a ser práticas e mais parecidas como hoje.


Já dos homens, a silhueta era longa e atlética. As calças eram curtas e estreitas, os colarinhos engonadis e muito altos retos em volta do pescoço. Os cabelos eram curtos, mas usavam barbas. Formalmente, usava-se terno e cartola. Chapéus coco eram usados com terno e chapéus de ppalha em situações informais. Nesta época, os oxfords foram introduzidos.