Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Atividade prática: Estilo Império

Realizamos nosso último trabalho prático da disciplina de História, moda e sociedade com um chapéu feminino inspirado no estilo Império.
Referência:

Resultado:




Tem que assistir: filmes com figurino Rococó!

Além dos filmes que já postamos de modo geral aqui no blog, apresentamos pra vocês mais alguns filmes com um belo figurino inspirado no Rococó!

Madame de Pompadour


Jeanne Poisson, jovem burguesa que se torna Madame d´Etiolles graças a um casamento organizado por uma mãe ambiciosa, parte à conquista do jovem e sedutor rei Luis XV,pelo qual se apaixona perdidamente.Uma história de amor que irá durar vinte anos. Profundamente apaixonado, o rei impõe à corte escandalizada esta jovem que ele nomeia "Madame de Pompadour".Mas o destino é cruel com os amantes: a filha adorada do rei, Henriette, fica gravemente doente e no seu leito de morte pede para o seu pai renunciar a esta mulher perturbadora. No espaço de uma hora, Jeanne é expulsa de Versailles. Mas o afastamento dos amantes acaba por reforçar anda mais a paixão entre dois. Jeanne volta a entrar no palácio não como amante, mas como sua aliada fiel, lançando-se na vida política do reino tornando-se rapidamente na mulher mais poderosa de França.

Catarina, a Grande



Catherine, uma inexperiente princesa alemã, se torna a noiva do filho do czar Pedro. Louco e abusivo, é o herdeiro da czarina Elisabeth da Rússia, com quem aprende a arte do cinismo para conseguir o poder imperial absoluto a qualquer custo, incluindo o sacrifício de seu amante, o jovem oficial Saltikov, que lhe dá um herdeiro. Após a morte de Elisabeth, ela rapidamente se organiza para tomar o poder com o apoio dos militares e da Corte.

Orlando


O filme Orlando (1992) é um romance que passeia pelos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX e XX. Sendo um ótimo filme para quem quer aprender sobre a mudança e evolução da moda entre os séculos e traz um figurino esplendido em todos eles.

Indicação: Filmes parte 2

Vamos com a segunda parte de indicação de filmes, espero que gostem!

Ligações Perigosas (Dangerous Liaisons) 1988

    "França, 1788. A Marquesa de Merteuil (Glenn Close) precisa de um favor do seu ex-amante, o Visconde de Valmont (John Malkovich), pois seu ex-marido está planejando se casar com uma jovem virgem e ela deseja que o Marquês, que é conhecido por sua vida devassa e suas conquistas amorosas, a seduza antes do dia do casamento. No entanto, ele tem outros planos, pois planeja conquistar uma bela mulher casada (Michelle Pfeiffer), que sempre se mostrou fiel ao marido e é religiosa. A Marquesa exige então uma prova escrita dos seus encontros amorosos e, se ele conseguir tal façanha, ela lhe promete como recompensa passarem uma noite juntos. Mas os jogos de sedução fogem do controle e os resultados são bem mais trágicos do que se podia imaginar." (fonte: adorocinema.com)

    Amadeus (Amadeus) 1984

"Um painel da vida de Carlota Joaquina (Marieta Severo), a infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal (Marco Nanini) com apenas dez anos e se decepcionou com o futuro marido. Sempre mostrou disposição para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente contrariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora." (fonte: adorocinema.com)

Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) 2005

"Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem." (fonte: adorocinema.com)

Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility) 1995


"Em virtude da morte do marido, uma viúva e as três filhas passam a enfrentar dificuldades financeiras, pois praticamente toda a herança foi para um filho do primeiro casamento, que ignora a promessa feita no leito de morte de seu pai que ampararia as meias-irmãs. Neste contexto, enquanto uma irmã prática (Emma Thompson), usando a razão como principal forma de conduzir as situações, a outra (Kate Winslet) se mostra emotiva, sem se reprimir nunca com uma sensibilidade flor da pele." (fonte: adorocinema.com)

Minha Amada Imortal (Immortal Beloved) 1994


"Viena, 1827. Ludwig Von Beethoven (Gary Oldman) morre e um grande amigo do compositor, Anton Felix Schindler (Jeroen Krabbé), decide cumprir o último desejo do maestro, que deixava em testamento tudo para a "Amada Imortal", sem especificar o nome desta mulher. Assim empreende uma jornada tentando encontrá-la, encontrando em sua procura um retrato desconhecido de Beethoven" (fonte: adorocinema.com)

A Jovem Rainha Vitória (The Young Victoria) 2009


"Dominada por sua mãe possessiva (Miranda Richardson) desde criança, a jovem Vitória (Emily Blunt) se recusa a conceder a ela a regência nos últimos dias de seu tio, William IV (Jim Broadbent). O maior interessado em que isto ocorra é John Conroy (Mark Strong), companheiro da mãe de Vitória, que sabe que perderá poder e prestígio tão logo ela alcance a maioridade e assuma a coroa inglesa. Pouco antes de ser coroada, Vitória se aproxima de Albert (Rupert Friend), príncipe da Bélgica, que se afeiçoa a ela. Após ser coroada ela passa a ser cortejada pelo lorde Melbourne (Paul Bettany), primeiro ministro da época. Dividida entre Melbourne e Albert, Vitória se vê diante de uma crise institucional devido à sua interferência nos assuntos políticos do país." (fonte: adorocinema.com)

Gangues de Nova York (Gangs of New York) 2002


"Em plena Nova York de 1840, o jovem Amsterdam (Leonardo DiCaprio) busca se vingar de William "The Butcher" Cutting (Daniel Day-Lewis), o assassino de seu pai (Liam Neeson), que era o líder da gangue Dead Rabbits. Em sua jornada Amsterdam acaba se tornando amigo e homem de confiança de William, apaixonando-se também por Jenny Everdane (Cameron Diaz), uma bela jovem que é integrante de uma gangue rival." (fonte: adorocinema.com)

Introduzindo: Vanguardas


As vanguardas foram manifestações artístico-literárias que causaram ruptura na estética até então que era representar o ambiente da forma mais perfeita possível. Com o advento da fotografia, isso não era mais necessário, pois a fotografia já registrava o perfeito. Contra modelos e conceitos supervalorizados desde o Renascimento, os artistas passaram a criar retratos subjetivos e diferentes da realidade, buscando, assim, novas formas de expressão. Então a arte mudou para sempre sua função na história. São elas:

Surgiram como decorrência de uma quebra nos rumos das artes inaugurada pelo impressionismo. Duchamp provocou polemica levou discussão da arte em outros patamares. Nenhuma das vanguardas foi bem recebida em sua época, quebravam tantos padrões da época que chegavam a serem vistas como desrespeito. Qualquer coisa pode ser arte. Todas as vanguardas sempre quebram algum ícone clássico da arte. A arte de vanguarda se propõe a provocar o mal estar, discussões

  • Dadaísmo: Continha o espírito crítico e a abertura de horizontes. Tinha como propósito expressar seus sentimentos, como a indignação pela 1ª Guerra Mundial. Incluindo as instituições políticas, sociais e artísticas. Para os dadaístas, mais que registrar impressões ou sentimentos, era preciso destruir modelos lógicos e racionais e criar novos, baseados na anarquia e no irracional.
Duchamp, um dos principais ícones do Dadaísmo. Tudo era considerado arte pelos vanguardistas.
  • Abstracionismo: Nesta vanguarda, o objetivo era que as pessoas olhassem as obras e não saberem mais o que está acontecendo diretamente. Esta rejeita jogos de outros períodos de sombra e luz, contraste, volume, profundidade. Abstrair estes elementos, uma dimensão, bastante cor viva em composições completamente abstratas.



Kandinsky, um dos principais abstracionistas da época.

  • Fauvismo: Explosão de cores e a cor sólida, não as tonalidades em degradê. Cor artificial, não tem jogo de luz nem sombra, mas em termos daquilo de que é representado é mais figurativo em relação ao abstracionismo. Enxergamos figura, mas representada distante de uma representação clássica.
Henri Matisse, ícone do Fauvismo. Cores mais sólidas, sem degradê. Contorno bem marcado.

  • Futurismo: Vanguarda com maior interferência na moda. Documentos como tratados da vanguarda, quase como uma carta de intenções. Abordagem mais figurativa ou não, depende do artista. Nome por entender que no início do século XX tivemos tanto avanço de tecnologia que se tinha impressão naquele momento que o homem tinha chegado no futuro. Novidades de ruas calçadas, luz elétrica, automóvel circulando, vida urbana intensa, novidades para o século. Representam o que há de mais moderno. Homenagear o momento que se chegou até o momento, a capacidade do ser humano de desenvolver tecnologia e apresentar para o mundo. Homem muito orgulhoso de si mesmo, de suas conquistas. Eletricidade e universo das máquinas. Audácia. Temas com impressão de movimento. Marcado pela evolução da ciência, da física.
Giacomo Balla, representação dando sensação de movimento sempre em suas obras assim como todos os futuristas.

  • Cubismo: Inovar ao pintar sem o limite de um único ponto de vista, dando ênfase à imaginação do artista e desestruturando a realidade com formas geométricas. O propósito da arte cubista era promover a decomposição, a fragmentação das formas. Os artistas apostaram na visualização simultânea (diversos pontos de vista) partindo da análise de um objeto, poderia ser visto de diversos ângulos e ter múltiplos significados, embora a obra como um todo fosse sempre harmoniosa e reconhecida como um todo. 
Pablo Picasso, um dos grandes artistas das vanguardas, em sua fase cubista.
  • Expressionismo: Surgiu na Alemanha como oposição ao impressionismo. Os artistas desta vanguarda ao invés de apresentar o mundo real, apresentavam-no conforme seus sentimentos intepretavam sua noção de mundo, pintavam suas emoções no quadro a fim de registrar sua impressão do mundo em determinado momento. Dar forma em como viam o mundo. Por isso, as cores eram modificadas e as figuras, deformadas.

Obra de Vincent van Gogh. Imagens com ondas e com impressão de sentimento.
  • Surrealismo: Vanguarda onde "o pensamento que é expresso na ausência de qualquer controle exercido pela razão e alheio a todas as considerações morais e estéticas”, como propunha André Breton. Surgida em 1924, logo após a 1º Guerra Mundial trouxe para a arte questões relacionadas à psicanálise. A arte, neste momento, deve surgir do inconsciente sem que exista interferência da razão. Aborda fantasia, devaneios e até mesmo loucura.

sábado, 22 de novembro de 2014

Reinaldo Lourenço e o Neoclássico

O estilista Reinaldo Lourenço buscou inspiração na arquitetura neoclássica para a coleção primavera/verão 2008 apresentada no SPFW.

O Estilo Império deixa de lado a exuberância do Rococó. O vestuário dos homens passa por um proecesso de simplificação, considerando que houve uma falta de cuidado de qualidade na roupa masculina.  Substitui o vestuário carregado do Rococó, passando a ter então uma roupa com um corte mais apurado, sofisticado.  O visual feminino então chamava mais atenção nessa época, o foco era todo em tecidos mais leves, não existia mais o uso dos corsets, roupas sem nenhum volume e o corte da cintura subiu para abaixo do busto, o uso de bolsas começa nesse período por não mais terem lugares para carregar seus pertences. Os chapéis estavam sempre presentes, pois a mulher para ser vista como uma mulher recatada, comportada e de família tinha que ser branquinha, mostrando que ela não saía para se mostrar na rua.

Abaixo, as fotos com as comparações!

 

Este desfile tem relação com o neoclássico pois tem a presença de lenços como se fossem os chapéus, os cores mais secos, mais curtos e mais retos, com tecidos simples e fluídos.




Atividade prática: Neoclássico

Montamos um vestido em tamanho Barbie inspirado no neoclássico em aula. A proposta era escolher uma "temática", vestido de dia ou festa e elaborar com os materiais que tinham em aula o "look" completo.

Nessa época, as roupas eram tão finas e tão transparentes que as mulheres usavam tipo camisolas por baixo dos vestidos para não aparecer as partes íntimas.

Imagem de inspiração:


Resultado:

Introduzindo: Neoclássico (Estilo Império)

O período Neoclássico, também conhecido como o período do Estilo Império é o sucessor do Rococó que aconteceu no fim do século XVIII à XIX, veio por causa da Revolução Francesa. Nessa mudança de períodos percebe-se muitas mudanças fortes em termos de arte, arquitetura, vestuário, política e social. Tão forte que consistiram em mudar os estilos de vestuário radicalmente. Damos então a entrada na Idade Contemporânea.

Neoclássico: O novo clássico, retorno da estética da Antiguidade Clássica.
Começa o louvor pelo conhecimento concreto e racional, onde todo ser humano é igual perante a lei. Estas situações novas demandaram a sociedade um estilo mais simples, roupas mais lisas, com caimentos retos, sem muitos adereços, pois quem ostentava era caçado pelos participantes do Iluminnismo. As pessoas com maiores poderes aquisitivos, se vestiam mais simples, mais leve, com tecidos mais baratos.
Na arte e arquitetura, o período é inspirado na Antiguidade Clássica, foi anti-decorativista e evitava os exageros dos períodos posteriores. Os artistas perseguiam a razão e a perfeição, sem emoções.
O Neoclássico foi dividido em três outros períodos: O Diretório, o Império e a Regência.
DIRETÓRIO: Durante e após a Revolução francesa era perigoso uma pessoa usar roupas elegantes  excessivas, pois corriam o risco de serem acusada de ser um membro da nobreza. Como resultado as roupas se simplificaram ao máximo.
IMPÉRIO: Esta moda teve seu ponto mais alto na coroação do imperador Napoleão Bonaparte em 1804. Exceto nos tempos primitivos, as mulheres nunca usaram tão pouca roupa.
REGÊNCIA: Nesse período, as roupas femininas mudaram gradativamente para o que viria a ser a moda Romântica.

Importante ressaltar que a partir deste período a roupa masculina começa a quase não mais sofrer grandes alterações e as roupas ficam mais secas e lisas. Homens que se denominavam como dândis. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Chanel e o Rococó

Trazemos mais um desfile e desta vez Karl Lagerfeld inspirou-se no Rococó. Realizou seu desfile no palácio de Versalhes para sua coleção 2013.

Chanel buscou referências através de diversos detalhes, verdadeiras obras de arte. Conforme veremos nas imagens a seguir.


As anáguas, ou camadas, usadas por baixo da saia do vestido, quanto mais anáguas, mais "ostentação" na época. Muitas vezes, as anáguas eram mais decoradas e rebuscadas que os próprios vestidos.


Muitos babados, representando "fofura", "meiguice", bem relativo da época Rococó.


Mangas das camisas de baixo sempre aparecendo e bem trabalhadas em tecidos nobres e brancos (quanto mais brancos, mais riqueza).


As mules, geralmente forradas com os mesmos tecidos das roupas para combinar.


Os sobretudos masculinos bem trabalhados, muitas vezes com muitos detalhes, verdadeiras obras de arte. Tudo feito à mão, riqueza em acervo.


Cores pasteis e claras, muitos detalhes, excesso de camadas e "pureza".

Deixamos aqui o vídeo do desfile completo para apreciação!


Introduzindo: Rococó

O Rococó foi conhecido como o período continuação do Barroco de forma modificada. Compreende de +/- 1730 - 1789.

Período em que os pobres ganhavam em troca de favores ou agradecimento o título de nobreza dos monarcas. Forma de vida foi marcada por hiporisia, aparentando nobreza, vestir e ser para mostrar educação e cultura. Refere-se à vida de corte, cultura das aparências.

Falso despretencioso - mostrar não querer aparecer, mas querer na verdade.

Situações comuns do período: Posar pelado, comportamento sexual, vida de corte, corte despreocupada, festas, banquetes, ostentação, exagero, jogos sexuais, todos os comportamentos e estilos de vida sustentados com os impostos das classes inferiores.

"Quem não viveu o século XVIII não sabe o lado doce da vida"

A arte Rococó praticamente apresentava retratos de monarcas e nobres hipócritas buscando a construção das suas imagens.

Alguma das características:

  • Uso abundante de formas e curvas e pela profusão de elementos decorativos tais como conchas, laços e flores;
  • Possui leveza, caráter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade e exuberância.
  • Uso de cores luminosas, suaves;
  • Uso de temas relacionados à vida cotidiana de corte, relações humanas;
  • Arte quase sem influência de temas religiosos;
  • Busca refletir tudo aquilo que é agradável, refinado, sensual e exótico.





Atividade prática: Barroco

Nesta atividade, tínhamos que levar para a aula algum acessório da composição do vestuário Barroco. Poderia ser uma peça de roupa, um penteado, qualquer coisa que fosse relacionado a este período.

Decidimos relacionar o rufo, um dos elementos mais marcantes do período Barroco.

Referências:


Resultado:



 


Atividade prática: Renascimento

Em aula, realizamos um trabalho prático em aula, onde em improviso, tínhamos que inventar/criar um penteado inspirado no Renascimento.

Referências do Renascimento:


Utilizamos os cachos caídos no rosto, os coques e os "acessórios" que complementam os penteados como referência para recriar um penteado mais contemporâneo.

Resultado:


Making of:




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Introduzindo: Barroco

Deixamos aqui um brevíssimo texto sobre o barroco e seu contexto:

Principalmente nas artes e não tanto no vestuário o período Barroco compreende-se entre o final do século XVI e meados do século XVIII.

O Barroco então, foi considerado um estilo correspondente ao absolutismo monárquico ("O Estado sou eu" - palavras de Luis XIV) e à contra-reforma.

Considerado ainda uma continuação do Renascimento, mas com explendor exuberante. Período que trabalha muito nas artes com dinamismo, contrastes, dramaticidade, sofrimento, realismo, tensão, muita ornamentação e o apego nos bens materiais.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Alexander McQueen e o Renascimento

Alexander McQueen na semana de moda de Paris, reconstruiu a era Renascentista e o maneirismo de Elizabeth I, apresentando várias das principais características da indumentária da época de uma forma fashion.

Em seu Ready-to-wear (Fall Winter 2013/14), contou com dez looks inspirados no clero e na sociedade mais elevada da Europa Renascentista.

Confira!


Fizemos algumas comparações com a indumentária da época para evidenciar as características:

Os sapatos perderam o bico exagerado e adquiriram formas mais largas, adornados geralmente com pérolas e outras pedras.
O rufo era sinal de privilégio aristocrático. Aqueles que o usavam não preci
savam trabalhar ou exercer qualquer tipo de trabalho que viesse a exigir esforço.
O princípio de sedução das mulheres renascentistas era uma tentativa de explorar os encantos femininos, através de decotes e ombros à mostra, queriam ser atraentes.
Os meiões também estavam presentes nos desfiles que os homens utilizavam (no desfile a forma é mais moderna de apresentar, mas o princípio é o mesmo), as mulheres utilizavam estes meiões por baixo dos vestidos e das outras camadas de roupas.

Importante lembrar das mangas amplas, bufantes e destacáveis que se usavam na época, o tecido branco em evidência também é uma característia, pois mostrava que a pessoa tinha condições na época para manter a roupa "branca". Vale lembrar também a cintura que era ligeiramente marcada.
Os corsets também estavam presentes nos vestidos renascentistas e no desfile é apresentado de maneira desconstruída.

Além destes detalhes que acabamos de mostrar, algumas características não menos importantes devem ser lembradas e que podem ser observadas ao longo do desfile, como o uso de rendas, babados, exageros, camadas sobre camadas de roupas e o luxo que estas roupas carregavam para o contexto da época.

Alexander McQueen reconstruiu através de uma desconstrução o cenário do Renascimento de forma evidente em seus detalhamentos neste desfile.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Introduzindo: Renascimento

Para introduzir o blog falando em moda nos momentos históricos é preciso antes, entender um pouco do contexto e do comportamento da época, por isso a cada período pautado nesse blog iremos postar uma introdução sobre o assunto para que se tome ciência e se compreenda os motivos das mudanças ou hábitos cotidianos da sociedade em questão.

Renascimento, ponto crucial onde começa-se a falar em Moda. Renascimento, renascer. O homem do renascimento na arte ganha volume, realidade e proporcionalidade. Retoma-se os conceitos da Antiguidade Clássica, criando uma nova cultura, mas mantendo os conceitos estéticos da Antiguidade.

Abre-se um pequeno espaço para a ciência, onde os artistas, em sua maioria, matematicamente calculam suas obras. O homem começa a encontrar o seu lugar no mundo: ANTROPOCENTRISMO (homem como o centro de todas as coisas).

Passamos então a perceber a moda da época através de quadros sobre a personificação de Deus, passagens bíblicas, retratos e auto-retratos, relatos da vida cotidiana (ainda católica, importante lembrar).

Idade Média para Idade Moderna? Por que? Pela falta de hábitos higiênicos, uma doença conhecida como peste negra ou peste bubônica começou a se alastrar de forma avassaladora na Europa, doença essa que causou impactos na saúde, como problemas mentais e era mortal. Era, de início, vista como uma punição pelos pecados. Começa então um questionamento sobre ter a doença mesmo tendo uma vida pura. 



Encontra-se, a partir deste momento, diversas formas de explicar o mundo. Com a mudança de alguns hábitos, desenvolvimento da ciência (ainda que pouca), a doença regride aos poucos. 

Re-nascer: Controle do indivíduo sobre as coisas, reconstrução e retormada do conhecimento.



Grandes navegações: Por que navegar? Busca por produtos luxuosos na Europa que era carente deles - pimenta, cravo, canela, seda. Tinham o objetivo de encontrar esses produtos. Sinal de luxo pois estes produtos eram usados para a conservação dos alimentos (não se conhecia energia elétrica) e para mascarar o gosto de estragado que elas tinham. A seda foi o tecido que demarcada as classes sociais mais poderosas, por ser rara, era cara. 

A Europa vivia em zona de conflito e por isso não poderiam atravessar e explorar passando por outros países, tinham que criar uma nova forma de exploração: navegações.

Por que a moda começou no Renascimento? Necessidade da sociedade de ser notada, diferenciação de classes, VER E SEREM VISTAS!