domingo, 23 de novembro de 2014

Ralph Lauren e a Belle Epoque

Ralph Lauren comemorou seus 40 anos com um desfile inspirado na Belle Epoque, na semana de Moda de Nova York, primavera/verão 2008.

Na verdade, o desfile foi inspirado no filme "My Fair Lady" que ocorre na Belle Epoque, comédia que conta o culto de um professor que transforma uma florista em uma grande mulher da alta-sociedade neste período.

Foram utilizados vestidos longos, acinturados, com babados, combinados com luvas (comum na época) e chapéus de abas largas. Os ternos masculinos da época também foram representados no desfile. Cartolas, oxfords e bengalas também participaram do desfile. 


Confira o desfile: 


Confira também o trailer do filme de inspiração:


Introduzindo: Belle Epoque (Era Eduardiana)

A Era Eduardiana sucedeu a Era Vitoriana, tempo esse em que Inglaterra e França estavam em eferevescência culturaç, conhecida como Belle Epoque. A única diferença que havia entre Era Eduardiana e Belle Epoque é porque a primeira aconteceu na França e a segunda, na Inglaterra. Esses dois países na época eram potências lançadoras de modas, copiada pelos demais países, principalmente os do ocidente.

Por que Era Eduardiana? O rei Eduardo VII (filho da Rainha Vitória) assume o trono em 1901 e é bem conhecido pelos seus exageros e abundâncias, inclusive suas inúmeras amantes. Seu reinado então foi marcado por todas estas extravagâncias.

O rei preferia mulheres mais maduras e que dominavam, então evidenciou a moda da silhueta em "S", que consistia um espartilho mais longo que forçava o corpo a ficar ereto e empurrava o busto pra frente e o quadril pra trás. Foi considerada uma peça muito "saudável" pelos médicos do que o corset que dava a forma de ampulheta.


A moda da época era ter cerca de 40cm de circunferência de cintura. De dia, as roupas costumavam cobrir todo o corpo menos o rosto. Na noite, eram permitidos vestidos que tinham decotes que mostravam o colo e os ombros. O exagero estava nos volumes, penas, rendas e pérolas, babados, plissados, bordados, lantejoulas, rufos e outros ornamentos. 

Usados com coques, os chapéus eram excessivamente adornados com penas, babados e flores artificiais.


Botas e meias-calças de renda eram utilizadas quase sempre para esconder as pernas.

Nessa época, por volta de 1908 a silhueta mudou. Nem o quadril, nem o busto eram tão salientados e a opção por vestidos estilo império para serem colocados atrás dos espartilhos começou a ser uma opção bem utilizada. 


Surgiram também roupas nos estilos sportswear e a adoção de roupas masculinizadas, como conjutos de tailleur e saia mais reta. Em 1910 houve uma mudança radical e os estilistas como Chanel, Paul Poiret e Madeleine Vionnet foram os responsáveis por tais mudanças. As saias passaram a ser mais justas e afunilar tanto que cada passo feminino media aproximadamente de 5 à 8 cm. A renda deixou de ser um adorno e foi substituída por botões. 


Em 1913 as golas não chegavam mais até as orelhas, havia decotes em V que os médicos diziam que fazia mal para a saúde. 

Em 1914, sobre a saia comprida e justa passou a usar-se outra saia, logo abaixo dos joelhos como parecendo uma túnica. 

Logo a Primeira Guerra Mundial chegou e não se era mais permitido extravagâncias. As roupas deveriam ser práticas, com tecidos baratos e duráveis, as mulheres começaram a trabalhar, usar uniformes e as roupas passaram a ser práticas e mais parecidas como hoje.


Já dos homens, a silhueta era longa e atlética. As calças eram curtas e estreitas, os colarinhos engonadis e muito altos retos em volta do pescoço. Os cabelos eram curtos, mas usavam barbas. Formalmente, usava-se terno e cartola. Chapéus coco eram usados com terno e chapéus de ppalha em situações informais. Nesta época, os oxfords foram introduzidos.



sábado, 22 de novembro de 2014

Marchesa e a Era Vitoriana


A marca Marchesa inspirou-se na Era V
itoriana para seu desfile Primavera/Verão 2011 em Nashville.
O desfile conta com roupas adornadas e com volumes centralizados em áreas específias. Muitas mangas e saias volumosas, drapeados, bordados e rendas. Abusou das cores claras e as mais escuras como preto realçando as duas fases desta era.


Comparação: 


Introduzindo: Romantismo (Era Vitoriana)

A Era Vitoriana corresponde ao reinado de Vitória na Inglaterra, de Julho de 1837 à janeiro de 1901. Tempo esse que a burguesia e o consumo estavam em um nível elevado devido à Revolução Industrial (crescimento do comércio) e da confecção de roupas com o advento das máquinas de costura. A Era Vitoriana divide-se em dois momentos: 1837 - 1860 e 1861 - 1901.

Esse período, pela Rev. Industrial exigia muito trabalho, muita demanda com pouca remuneração, isso fez com que as pessoas em momentos sentissem nostalgia, fugiam da realidade quando podiam. 

O vestuário feminino consiste em espartilhos usados desde crianças e saias acompanhadas de camadas de anáguas e crinolinas, preferenciamente com tecidos claros. O reinado da Vitória exigia um estilo mais recatado e aparência vulnerável. Surge nesse mesmo momento a alta costura. Com o advento da energia elétrica, começam os bares, casas noturnas e teatros, as pessoas precisam estar bem arrumadas. É necessária a produção mais asseada. A moda começa a se evidenciar e começa a crescer comercialmente.

Até mesmo os dândis usavam espartilhos apertados para deixar a cintura bem marcada.

A segunda fase é quando o marido de Vitória, Príncipe Albert morre e a deixa de luto. As roupas tornam-se de silhuetas menores, As saias começaram a ser retas na frente, concentrando o volume apenas atrás. Os espartilhos começaram a sair de moda assim que as mulheres foram inseridas no mercado de trabalho.


Reinaldo Lourenço e o Neoclássico

O estilista Reinaldo Lourenço buscou inspiração na arquitetura neoclássica para a coleção primavera/verão 2008 apresentada no SPFW.

O Estilo Império deixa de lado a exuberância do Rococó. O vestuário dos homens passa por um proecesso de simplificação, considerando que houve uma falta de cuidado de qualidade na roupa masculina.  Substitui o vestuário carregado do Rococó, passando a ter então uma roupa com um corte mais apurado, sofisticado.  O visual feminino então chamava mais atenção nessa época, o foco era todo em tecidos mais leves, não existia mais o uso dos corsets, roupas sem nenhum volume e o corte da cintura subiu para abaixo do busto, o uso de bolsas começa nesse período por não mais terem lugares para carregar seus pertences. Os chapéis estavam sempre presentes, pois a mulher para ser vista como uma mulher recatada, comportada e de família tinha que ser branquinha, mostrando que ela não saía para se mostrar na rua.

Abaixo, as fotos com as comparações!

 

Este desfile tem relação com o neoclássico pois tem a presença de lenços como se fossem os chapéus, os cores mais secos, mais curtos e mais retos, com tecidos simples e fluídos.




Atividade prática: Neoclássico

Montamos um vestido em tamanho Barbie inspirado no neoclássico em aula. A proposta era escolher uma "temática", vestido de dia ou festa e elaborar com os materiais que tinham em aula o "look" completo.

Nessa época, as roupas eram tão finas e tão transparentes que as mulheres usavam tipo camisolas por baixo dos vestidos para não aparecer as partes íntimas.

Imagem de inspiração:


Resultado:

Introduzindo: Neoclássico (Estilo Império)

O período Neoclássico, também conhecido como o período do Estilo Império é o sucessor do Rococó que aconteceu no fim do século XVIII à XIX, veio por causa da Revolução Francesa. Nessa mudança de períodos percebe-se muitas mudanças fortes em termos de arte, arquitetura, vestuário, política e social. Tão forte que consistiram em mudar os estilos de vestuário radicalmente. Damos então a entrada na Idade Contemporânea.

Neoclássico: O novo clássico, retorno da estética da Antiguidade Clássica.
Começa o louvor pelo conhecimento concreto e racional, onde todo ser humano é igual perante a lei. Estas situações novas demandaram a sociedade um estilo mais simples, roupas mais lisas, com caimentos retos, sem muitos adereços, pois quem ostentava era caçado pelos participantes do Iluminnismo. As pessoas com maiores poderes aquisitivos, se vestiam mais simples, mais leve, com tecidos mais baratos.
Na arte e arquitetura, o período é inspirado na Antiguidade Clássica, foi anti-decorativista e evitava os exageros dos períodos posteriores. Os artistas perseguiam a razão e a perfeição, sem emoções.
O Neoclássico foi dividido em três outros períodos: O Diretório, o Império e a Regência.
DIRETÓRIO: Durante e após a Revolução francesa era perigoso uma pessoa usar roupas elegantes  excessivas, pois corriam o risco de serem acusada de ser um membro da nobreza. Como resultado as roupas se simplificaram ao máximo.
IMPÉRIO: Esta moda teve seu ponto mais alto na coroação do imperador Napoleão Bonaparte em 1804. Exceto nos tempos primitivos, as mulheres nunca usaram tão pouca roupa.
REGÊNCIA: Nesse período, as roupas femininas mudaram gradativamente para o que viria a ser a moda Romântica.

Importante ressaltar que a partir deste período a roupa masculina começa a quase não mais sofrer grandes alterações e as roupas ficam mais secas e lisas. Homens que se denominavam como dândis.